Pássaro brasileiro mais barulhento que britadeira: guie sua visita no Pantanal e ouça o maior canto do mundo
Pássaro brasileiro mais barulhento que britadeira: guie sua visita no Pantanal e ouça o maior canto do mundo
O pássaro brasileiro mais barulhento que britadeira é a arara-azul-de-colar, espécie que pertence ao gênero Anodorhynchus e se destaca como o segundo ave mais barulhenta do planeta. Ela também possui asas de um azul profundo com detalhes em amarelo vibrante que tornam sua plumagem extremamente atraente para observadores de aves e fotógrafos naturais. A arara-azul-de-colar atinge uma envergadura de aproximadamente 1,40 metros, o que a coloca entre as maiores espécies da América do Sul. Sensores brasileiros mapeiam maior anomalia magnética da Terra — e…

O registro mais impressionante sobre seu volume sonoro foi realizado por pesquisadores da Universidade de Cambridge no Reino Unido, os quais mediram sua chamada de contato com um decibelímetro e obtiveram um resultado surpreendente: 106 decibéis. A partir dessa pesquisa científica, o especialista James Scott identificou que esse animal é responsável pelo segundo maior volume sonoro entre todas as aves da Terra.
A pássaro brasileiro mais barulhento que britadeira foi registrada no Pantanal Mato-Grossense, especificamente na região do Pantanal Sul-Mato-Grossense. Essa área natural apresenta uma cobertura vegetal exuberante e um solo rico em nutrientes, o que proporciona condições ideais para a reprodução de espécies ameaçadas como a arara-azul-de-colar. A população local depende diretamente dessa biodiversidade única.
Onde encontrar essa ave no Pantanal
A avistagem da arara-azul-de-colar é um evento raro porque ela só se reproduz em dois locais específicos do Brasil e Paraguai: a região de São Francisco do Guaporé, no estado de Rondônia, e o Pantanal Sul-Mato-Grossense. Durante as estações de reprodução, que ocorrem entre os meses de setembro e janeiro, é possível observar casais reunidos em ninhos altos das árvores.
Para quem planeja uma visita ao Pantanal Sul-Mato-Grossense, recomenda-se contratar guias locais especializados em ornitologia. Esses profissionais possuem conhecimento profundo sobre o comportamento da arara-azul-de-colar e indicam os melhores pontos de observação durante os horários de maior atividade do animal. A região possui diversos projetos de conservação que promovem a coexistência entre humanos e fauna.
No Pantanal, existem também diversas outras espécies de aves ameaçadas que podem ser observadas em programas de ecoturismo bem estruturados. O importante é seguir as recomendações dos guias para não causar perturbação no comportamento natural das araras durante o período reprodutivo. A presença humana deve ser mínima e controlada.
Características físicas da ave
A arara-azul-de-colar possui plumagem de um azul intenso que cobre todo o corpo, com uma faixa amarela que circunda o pescoço, daí a denominação científica. Suas asas são grandes e fortes, permitindo voo prolongado acima das áreas alagadas do Pantanal.
A ave é herbívora e se alimenta principalmente de sementes de palmeiras, especialmente as da espécie Astrocaryum parvifolium, conhecida como pupunha. Essa dieta especializada explica porque ela depende de regiões com florestas de palmáceas bem desenvolvidas para sobreviver.
Diferença entre a arara-azul-de-colar e o papagaio-de-pescoço-vermelho
Muitos viajantes confundem visualmente essa espécie com o papagaio-de-pescoço-vermelho, também conhecido popularmente como arara-roxa. Contudo, há diferenças significativas entre os dois animais que são importantes para a identificação correta durante uma visita ao Pantanal.
| Atributo | Arara-azul-de-colar | Papagaio-de-pescoço-vermelho |
|---|---|---|
| Volume sonoro (db) | 106 decibéis | 92 decibéis |
| Tamanho corporal | Até 1,40 m de envergadura | Aproximadamente 65 cm |
| Ciclo reprodutivo | Sep a jan (Pantanal e Rondonia) | Feb a jun no Pantanal |
| Estado de conservação | Ameaçada de extinção | Ameaçada de extinção |
A arara-azul-de-colar é considerada uma espécie ameaçada de extinção pela lista vermelha da União Internacional para Conservação da Natureza. O principal motivo dessa situação preocupante está relacionado à perda do habitat natural decorrente do desmatamento, além das capturas para o comércio de aves ornamentais.
Quando a melhor época para observar
O período ideal para avistar essa espécie no Pantanal Sul-Mato-Grossense vai entre os meses de setembro e janeiro. Durante esse intervalo, as araras retornam às áreas de reprodução, o que aumenta significativamente as chances de observação por turistas interessados em ornitologia.
Vale lembrar que o clima dessa região tem características próprias: a estação seca ocorre entre setembro e fevereiro, sendo essa época também quando o Pantanal apresenta os alagados mais baixos. Isso facilita o acesso às áreas de reprodução das araras por guias locais treinados.
| Mês | Condição climática | Nível alagamento | Probabilidade de avistagem |
|---|---|---|---|
| Setembro | Estação seca começa | Médio para baixo | Bom |
| Outubro | Transição seca/chuva | Médio | Muito bom |
| Novembro | Início da chuva | Médio-alto | Muito bom |
| Dezembro a janeiro | Chuva intensa | Alto para muito alto | Bom (com guia) |
Contudo, durante os meses de verão e com chuvas intensas, o acesso às áreas de reprodução fica mais difícil devido ao aumento do nível dos alagados. Ainda assim, é possível realizar visitas com acompanhamento técnico adequado.
Dicas para quem vai visitar o Pantanal
Quem planeja uma viagem ao Pantanal Sul-Mato-Grossense deve contratar guias de turismo especializados em ornitologia. Esses profissionais são essenciais para orientar visitantes sobre os melhores pontos de observação e horários para avistar as araras.
Ainda assim, é fundamental seguir todas as recomendações dos guias quanto à distância mínima a ser mantida das araras durante o período de nidificação. A perturbação excessiva pode afetar negativamente o comportamento reprodutivo desses animais.
Dessa forma, uma visita bem planejada contribui para a conservação da espécie e também gera renda adicional para comunidades locais que dependem do turismo sustentável como fonte de subsistência econômica.
O Pantanal Sul-Mato-Grossense oferece oportunidades incríveis de observação de fauna silvestre e de contato com natureza. Além das araras, é possível avistar outras espécies emblemáticas da região durante programas de ecoturismo bem conduzidos.

A conservação dessas aves depende também do apoio de órgãos públicos, pesquisadores e da sociedade civil organizada que apoia projetos de proteção ambiental. Cada visita consciente contribui para a manutenção dessa biodiversidade única.
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